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Delegado Nabor Fortunato se aposenta depois de 34 anos de serviço

Assessoria PJC | MT

Com 34 anos e cinco meses de trabalho dedicado à Polícia Judiciária Civil e à sociedade mato-grossense, o delegado de polícia, Nabor Fortunato Dias, assinou sua aposentadoria na última segunda-feira, 06 de novembro de 2017, em Cuiabá.

Após ingressar no cargo, em junho de 1983, o delegado aposentado concluiu sua missão com uma bagagem repleta de experiências, histórias, amigos e, principalmente, certeza do dever cumprido.

Antes de ser empossado na carreira policial em Mato Grosso, Nabor Fortunato passou pelo Exército Brasileiro, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Como delegado, iniciou a carreira no município de Poxoréu (251 km ao Sul). Na época, as cadeias públicas funcionavam dentro das unidades policiais, razão pela qual o delegado tinha que administrar e cuidar dos presídios, além das próprias atribuições. “Os policiais civis plantonista tinham a extensão do serviço, que era tomar conta dos reeducandos”, relembra.

No ano de 1986, o delegado foi transferido para cidade de Colíder (650 km ao Norte), onde realizou e vivenciou mais alguns anos de trabalho contra a criminalidade e violência na região, investigando crimes e prendendo criminosos.

Posteriormente, foi transferido para Capital e aqui coordenou a antiga Delegacia de Furtos de Veículos que funcionava na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Depois foi removido para Delegacia de Trânsito, passou pela Polinter, pela Delegacia de Costumes e Diversão, pelas unidades especializadas de Defesa da Mulher, Homicídio, Meio Ambiente e Consumidor, pela 3ª Delegacia do Coxipó, ocasião que respondeu por outras delegacias da circunscrição.

Quando ainda estava no interior foi designado para comandar a Regional de Pontes e Lacerda (448 km a oeste) e por lá permaneceu por cinco anos. Ele também foi destaque durante um trabalho especial da Polícia Judiciária Civil, em uma área de garimpo situada na divisa dos estados do Pará com o Amazonas.

Para o policial civil, uma das delegacias que mas o marcou foi a de Roubos e Furtos de Automóveis, considerada na ocasião, como carro-chefe da instituição. “Na época nos não tínhamos apoio da PRF e nem PRE e, os servidores eram quem fazia tudo. Nós éramos muito cobrados, diretamente pelo secretário de segurança pública, que por telefone exigia ações eficazes e soluções imediatas aos problemas”, contou.

Com o coração tomado pela emoção e olhos cheios de lágrimas, o recém-aposentado fala dos grandes companheiros e parceiros de batalha. “Em Pontes e Lacerda deixei grandes e verdadeiros amigos, que até hoje me solicitam para voltar a atuar lá, porém, o tempo não suporta mais”, revelou.

Voltando no tempo, Nabor recorda o árduo e complicado trabalho policial quando começou. “As estradas de acesso as cidades do interior não eram asfaltadas e muitas delas dificultosas, a comunicação e ferramentas eram precárias, viaturas sucateadas, falta de combustível, salário atrasado, ainda não existia computador, internet e muito menos telefone celular”, lembra.

“Buscando sempre a conformidade da legislação, antigamente aplicávamos a lei um pouco além. Em Pontes e Lacerda, minha equipe teve a sorte e satisfação de elucidar alguns crimes de latrocínio, efetuando a prisão dos autores, dando assim resposta rápida para sociedade”, disse.

Com nove filhos, dentre eles três policiais, sendo dois investigadores de polícia e um cabo da Polícia Militar, o delegado fala da cobrança que faz aos filhos que seguiram a mesma carreira do pai. “Espero que eles continuem a levar adiante a proposta que deixei, do comprometimento, dedicação e vontade de servir o cidadão. Honrar meus ensinamentos e exemplo de seriedade, além de trabalhar com humildade, sem deixar de exigir que a lei seja cumprida”, disse.

Nabor falou também do sentimento e satisfação de realização profissional. Para ele, se tivesse que escolher hoje novamente uma profissão, sem dúvida alguma, seria delegado de polícia. “Não trocaria pela magistratura, nem pelo Ministério Público, pois não é salário e nem vaidade, é somente a vontade de fazer aquilo que realmente gosto. Vejo em meus filhos essa vontade de fazer o trabalho policial e defender a sociedade”.

O delegado, emocionado, lembrou ainda dos muitos colegas, delegados, escrivães e investigadores, que trabalharam com ele e que infelizmente já faleceram. “Gratidão, é a palavra que resume meu sentimento hoje. Desejar aos colegas que continuam na ativa toda sorte, felicidade e que continuam a trabalhar com desenvoltura e dignidade, enaltecendo nossa Instituição”, concluiu.

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