{"id":346,"date":"2016-07-25T06:51:51","date_gmt":"2016-07-25T10:51:51","guid":{"rendered":"http:\/\/amdepol.org\/sindepo\/?p=346"},"modified":"2016-08-29T16:53:02","modified_gmt":"2016-08-29T20:53:02","slug":"esclarecimento-de-pessoas-desaparecidas-passa-de-80","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amdepol.org\/sindepo\/2016\/07\/esclarecimento-de-pessoas-desaparecidas-passa-de-80\/","title":{"rendered":"Esclarecimento de pessoas desaparecidas passa de 80%"},"content":{"rendered":"<p>Esclarecimento de pessoas desaparecidas passa de 80%<\/p>\n<p>Mais de 80% dos casos registrados em Cuiab\u00e1 e V\u00e1rzea Grande de pessoas que, por algum motivo, sa\u00edram de casa e n\u00e3o deram mais not\u00edcias \u00e0 fam\u00edlia, foram esclarecidos pelo N\u00facleo de Pessoas Desaparecidas da Pol\u00edcia Judici\u00e1ria Civil.<\/p>\n<p>Entre os meses de janeiro a maio de 2016, o setor que funciona na Delegacia Especializada de Homic\u00eddios e Prote\u00e7\u00e3o a Pessoa (DHPP), computou 271 casos de pessoas desaparecidas, entre homens, mulheres, crian\u00e7as, adolescentes e idosos. Dentro desse n\u00famero, 224 pessoas foram localizadas e retornaram as suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Com uma demanda de aproximadamente 54 registros por m\u00eas, a unidade localiza em m\u00e9dia de 44 pessoas mensalmente, o que representa 81,4% dos casos. A maior parte das ocorr\u00eancias de desaparecimento \u00e9 de pessoas do sexo masculino com idades entre 18 a 64 anos.<\/p>\n<p>O trabalho do N\u00facleo de Desaparecidos inicia, no momento em que a ocorr\u00eancia \u00e9 registrada. A primeira a\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer o levantamento de informa\u00e7\u00f5es que possam auxiliar a encontrar algum ind\u00edcio que levou ao desaparecimento. Para isso, os policiais procuram ouvir pessoas pr\u00f3ximas, como familiares, amigos, al\u00e9m de checagens em meios eletr\u00f4nicos, como sites e redes sociais da Internet, que possam fornecer alguma pista.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que \u00e9 feita a busca de informa\u00e7\u00f5es, o setor entra em contato outras unidades como hospitais, unidades de sa\u00fade, casas de abrigo, Pol\u00edcia Militar, Departamento M\u00e9dico Legal e demais \u00f3rg\u00e3os que possam auxiliar na localiza\u00e7\u00e3o do desaparecido.<\/p>\n<p>O delegado respons\u00e1vel pelo setor, Luciano In\u00e1cio da Silva, esclarece que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio esperar 24 horas para fazer o registro. Segundo ele, que se precisa \u00e9 comprovar se a pessoa realmente desapareceu, uma vez que, em muitos casos, o desaparecido \u00e9 localizado ou retorna para casa antes desse tempo. \u201cEm casos de crian\u00e7as, adolescentes ou pessoas com alguma doen\u00e7a ou dist\u00farbio mental as investiga\u00e7\u00f5es iniciam imediatamente\u201d, destacou.<\/p>\n<p>De acordo com o delegado, h\u00e1 diferentes motivos para as pessoas deixarem seus lares, como uso de drogas, envolvimento em crimes, brigas em fam\u00edlia ou mudan\u00e7a de estilo de vida. Por\u00e9m, existem os casos que evoluem para investiga\u00e7\u00e3o de crime de homic\u00eddio.<\/p>\n<p>\u201cUm dos primeiros pontos a ser esclarecido \u00e9 se a pessoa desapareceu de forma volunt\u00e1ria, muito comum em caso de adolescentes, ou por algum motivo espec\u00edfico, como problemas de sa\u00fade, envolvimento com drogas e com outros delitos, at\u00e9 chegar \u00e0 possibilidade de ter sido v\u00edtima de homic\u00eddio\u201d, explicou o delegado.<\/p>\n<p>Um dos casos, em que a investiga\u00e7\u00e3o iniciou como desaparecimento e chegou ao esclarecimento de um crime est\u00e1 o homic\u00eddio e oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver da jovem Joane Gl\u00f3ria Macedo, de 19 anos.<\/p>\n<p>A v\u00edtima desapareceu na noite de 28 de mar\u00e7o de 2012. Seus restos mortais foram encontrados em agosto de 2015, depois que o suspeito, Cleiton Jos\u00e9 da Silva, foi apontado como autor da jovem. Ele confessou o crime e apontou o local em que o fato teria ocorrido. A ossada e parte do vestu\u00e1rio da jovem foram localizadas, na regi\u00e3o do Barreiro Branco, em Cuiab\u00e1.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca da identifica\u00e7\u00e3o, o suspeito estava sob cust\u00f3dia no sistema prisional do Estado, na Cadeia de Nova Mutum, por envolvimento com o tr\u00e1fico de drogas. Entretanto, antes de ser interrogado sobre a morte da jovem, o detento fugiu da cadeia, em fevereiro de 2015. Tr\u00eas meses depois o suspeito foi preso novamente no estado da Bahia por uso de documento falso.<\/p>\n<p>Ele foi recambiado para Mato Grosso, quando, finalmente, foi interrogado pelo desaparecimento da jovem. Diante das evid\u00eancias que apontavam para ele, o suspeito confessou o homic\u00eddio e levou os policiais at\u00e9 o local onde teria ocorrido o crime. Segundo o acusado, a jovem morreu ap\u00f3s ser empurrada em uma ribanceira na regi\u00e3o do Barreiro Branco, em Cuiab\u00e1. Ele contou que saiu com a v\u00edtima para cobrar explica\u00e7\u00f5es e ap\u00f3s terem uma discuss\u00e3o empurrou \u00e0 jovem, que morreu em consequ\u00eancia da queda.<\/p>\n<p>Na mesma linha, outros dois crimes de homic\u00eddio proveniente da viol\u00eancia contra mulher foram esclarecidos pela equipe do Setor de Desaparecidos. Em ambos os casos, as v\u00edtimas estavam desaparecidas h\u00e1 cerca de sete meses e uma delas gr\u00e1vida.<\/p>\n<p>\u201cEsses s\u00e3o exemplos de investiga\u00e7\u00f5es que come\u00e7aram como desaparecimento e evolu\u00edram para homic\u00eddios. No primeiro caso, mesmo com a identifica\u00e7\u00e3o do suspeito a motiva\u00e7\u00e3o n\u00e3o ficou clara. Os outros dois chamam aten\u00e7\u00e3o por conta da rela\u00e7\u00e3o amorosa\u201d, destacou o delegado.<\/p>\n<p>O setor tamb\u00e9m proporciona o reencontro de familiares que por algum motivo tiveram as suas vidas separadas. Em novembro de 2015, dois irm\u00e3os que estavam separados h\u00e1 mais de 50 anos se reencontraram depois de um pedido de ajuda ao setor. O senhor Pedro Alves Ferreira, 77 anos, procurou a unidade para reencontrar a irm\u00e3 mais nova, Maria Jos\u00e9 Ferreira, 74, que foi localizada no Estado de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Registro de Desaparecimento<\/p>\n<p>O registro de desaparecimento de uma pessoa pode ser feito no pr\u00f3prio N\u00facleo de Desaparecidos, nas Centrais de Ocorr\u00eancia de Cuiab\u00e1 e V\u00e1rzea Grande ou pela Delegacia Virtual (www.delegaciavirtual.mt.gov.br). Em todos os casos, a ocorr\u00eancia \u00e9 encaminhada para o setor especializado, onde \u00e9 realizado o cadastro da v\u00edtima.<\/p>\n<p>Para garantir a agilidade e efici\u00eancia na busca, \u00e9 importante que os familiares tenham informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas sobre o desaparecido, como nome completo, idade, caracter\u00edsticas f\u00edsicas, roupa com a qual foi vista pela \u00faltima vez, fotos, entre outras informa\u00e7\u00f5es que possam auxiliar as buscas.<\/p>\n<p>O N\u00facleo de Pessoas Desaparecidas est\u00e1 instalado no pr\u00e9dio da Delegacia Especializada de Homic\u00eddio e Prote\u00e7\u00e3o a Pessoa (DHPP), em Cuiab\u00e1, na Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha). O telefone de contato \u00e9 (65) 3901-4823.<\/p>\n<p>A PJC tamb\u00e9m est\u00e1 no Facebook, Flickr e Instagram. Siga-nos!<\/p>\n<p>Link para o Facebook da PJC Link para o Flickr da PJC Link para Instagram da PJC<\/p>\n<p>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/p>\n<p>www.pjc.mt.gov.br<\/p>\n<p>asscom@pjc.mt.gov.br<\/p>\n<p>(65) 3613-5673<\/p>\n<p>Fonte: Assessoria-PJC\/MT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esclarecimento de pessoas desaparecidas passa de 80% Mais de 80% dos casos registrados em Cuiab\u00e1 e V\u00e1rzea Grande de pessoas que, por algum motivo, sa\u00edram de casa e n\u00e3o deram mais not\u00edcias \u00e0 fam\u00edlia, foram esclarecidos pelo N\u00facleo de Pessoas Desaparecidas da Pol\u00edcia Judici\u00e1ria Civil. 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