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Policiais civis de MT protestam contra a Reforma da Previdência

Delegados, Investigadores e Escrivães de Polícia Civil de Mato Grosso participaram na tarde de quarta-feira (7) de uma mobilização nacional que tem como reivindicação a reforma previdenciária através da PEC 287/2016, proposta pelo Presidente Michel Temer (PMDB). O manifesto aconteceu em todo o país. Em Cuiabá, foi realizado em frente à sede da Diretoria da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

De acordo com a proposta, todos os policiais civis, federais e rodoviários poderão se aposentar somente com 35 anos de contribuição para a previdência e 65 anos de idade. Além disso, o salário será equivalente a uma porcentagem de média salarial e no caso de Invalidez Permanente do Policial, em virtude de um tiro sofrido, por exemplo, o policial receberá apenas 51% do salário atual.

Para o Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindepo-MT), Wagner Bassi Junior, a reforma não corresponde com a realidade, já que policiais trabalham 24 horas por dia e colocam sua vida em risco em prol da sociedade. “Alguém acha viável um policial de 65 anos patrulhando ruas e enfrentando diariamente os criminosos? Alguém gostaria de ver seus avós fazendo operações durante a madrugada em locais de alto risco? Seria um absurdo pensar em um policial com 70 anos invadindo casa de traficante. Uma polícia envelhecida não passa segurança para a população.”

Ainda conforme o Presidente do Sindepo-MT, o governo está agindo de forma irresponsável em seus estudos em comparar os profissionais civis com outras classes. O policial civil tem um dia-a-dia desgastante e com alto risco de periculosidade, necessitando assim de regime especial na aposentadoria. “O governo não analisou as especificidades da profissão e equiparou o policial a outros trabalhadores que laboram 40 horas semanais em gabinetes fechados e podem dormir tranquilamente à noite. Somos trabalhadores que sofremos risco e isso faz com que a nossa expectativa de vida diminua. Não podemos ser igualados a todas outras profissões.”

O Delegado da Polícia Federal, João Conrado Ponte de Almeida também esteve presente na mobilização apoiando os policiais civis e explicou que atualmente a polícia num todo são regidas pela mesma Lei Complementar nª 51, que trata da aposentadoria. Com essa alteração todas as categorias seriam regidas de forma diferente. “A Polícia Civil e a Polícia Federal devem ser tratadas de forma compatível com os riscos que a categoria desempenha. Tanto os profissionais civis, federais e militares exercem atividades idênticas (de risco). Portanto, não deve haver tratamento diferenciado.”

Durante a mobilização, os policiais civis reivindicaram com faixas:
– A quem interessa o envelhecimento da polícia?
– A quem interessa o fim da Polícia!
– Polícia é uma atividade de risco!
– Querem acabar com a Polícia!
– Policial envelhecido, criminalidade fortalecida.

Veja algumas imagens da Mobilização em Cuiabá-MT:

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